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Rancho Folclórico "As Costureirinhas" de Cavernães

Rancho Folclórico "As Costureirinhas" de Cavernães, surgiu na sequência da actividade que vinha sendo desenvolvida desde 1933 por um rancho de tricanas, que foi constituído basicamente para se apresentar nas marchas populares, realizadas todos os anos na Feira de São Mateus, em Viseu, bem como nas romarias mais populares que se realizavam anualmente nas povoações vizinhas de Cavernães.
Aquele rancho de tricanas foi-se mantendo em actividade até ao ano de 1966, data em que os responsáveis de então tomaram a peito a vontade de constituir um autêntico rancho folclórico, pelo qual, a partir daquela data, foi sendo desenvolvido um intenso trabalho no que se refere a recolhas ao nível dos trajes, das danças, dos cantares e das tradições populares.
Os responsáveis do grupo atribuíram-lhe a designação de "Costureirinhas", pelo facto de em Cavernães e desde o início do século passado, ter existido e permanecido ao longo dos anos, uma escola de costura, por onde passaram um sem número de raparigas da região.
Aliás, a reprodução dos trajes provenientes das recolhas efectuadas, foram e continuam a ser confeccionadas por mulheres que frequentaram e fizeram a sua aprendizagem naquela escola de costura.
O Rancho Folclórico "As Costureirinhas" de Cavernães reporta as suas recolhas (trajes, danças e cantares) ao último quartel do século passado.
Dos trajes que enverga, foram efectuadas cópias fiéis, utilizando tecidos autênticos, especialmente no que se refere ao linho, burel, armur, serrubeco e outros, destacando-se os seguintes tipos de trajes: romaria, ir à missa, de diversos tipos de trabalho, lavrador abastado, cerimónia, de noivos, etc.
As danças e os cantares, que apresenta, foram recolhidos na zona geográfica onde o rancho se encontra inserido, através do contacto com pessoas mais idosas, capazes de transmitirem por via oral, as músicas e as danças que ali se implantaram e que de uma forma geral eram dançadas e cantadas nos terreiros, nomeadamente nas romarias e por alturas dos santos populares, no entrudo e nos trabalhos rurais.
Das recolhas realizadas, destacamos algumas danças e cantares que estiveram ao longo dos anos associadas às Costureirinhas, como: Margarida Moleira; A moda do Santo Entrudo; Já não volto à ribeira: Encadeia; Os teus olhos são bem lindos; Ora vem comigo oh Celeste; Lá vai o tralhão ao meio: Ó dare, ó dare desta beira; Vá devagarinho, vá devagaró; Fado beirão.
A tocata é constituída por instrumentos típicos da região, nomeadamente bandolins, violas, reco-reco, rabeca, bombo, ferrinhos, concertinas.
Para além das recolhas já referidas, os responsáveis do rancho têm dispensado uma atenção especial para a recolha e preservação de material etnográfico, sobretudo utensílios que tradicionalmente eram utilizados nas lides do campo.
Neste momento, está em fase já bastante adiantada a criação do museu etnográfico do Rancho Folclórico "As Costureirinhas" de Cavernães, a implementar num anexo à sua sede social.
As Costureirinhas têm desenvolvido ao longo dos anos intensa actividade no âmbito da divulgação do folclore da região onde se encontra inserido. Destacamos pela sua importância os seguintes acontecimentos na vida do grupo:
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